Complexo de Angkor: roteiro detalhado e comentários sobre os templos

Como montar um roteiro para conhecer o complexo de Angkor? Afinal, são mais de cem templos distribuídos em 400 m²! Bom, não é tarefa fácil mesmo e, devido à característica dessa viagem, não há outra saída a não ser ler muito! Mas calma, não é preciso pesquisar um por um, não! Como em toda viagem, existem os principais sights e aquelas dicas de lugarzinhos especiais que a gente só descobre com quem já foi pra lá! 😉

Nós tivemos dois dias de visitação pelo complexo, acompanhados por um guia que otimizou todo o nosso tour. Contamos nossa experiência aqui.

Por isso, conseguimos fazer muita coisa legal e visitar lugares que não costumam estar em todos os roteiros. Nós propusemos um roteiro-base para o guia, que nos ajudou a costurá-lo de acordo com o tempo que tínhamos e nossas vontades, como assistir um pôr e um nascer do sol. Foi corrido pra caramba, mas valeu muito a pena! Nossos dois dias de tour ficaram assim:

Alerta: Post gigante

 

Roteiro

1º dia:

Pre Rup

É um templo construído com tijolos, no ano de 962, dedicado ao deus hindu Shiva. É um ótimo começo para compreender a religião hindu, pois é considerado um templo funerário. Dessa forma, é possível conhecer como os hindus da época encaravam a vida e a morte e como essa crença refletia nas classes sociais e na vida em sociedade. Ele é em formato de pirâmide, com cinco torres de flor de lótus. Assim, é possível subir e ter uma vista linda.

Comentários: Este templo foi uma sugestão do nosso guia, pois não havíamos encontrado quase nada sobre ele, em português. Está distante cerca de meia hora do centro de Siem Reap e atrai mais pessoas para o pôr do sol. Nós o visitamos no início da manhã e estava bem vazio.

Pre Rup

Pre Rup

 

Banteay Samre

Esse foi o templo que encontramos mais vazio, então pudemos aproveitar bem. Lembra muito Angkor Wat, então é ideal visitá-lo antes, pois é bem menor do que o principal templo cambojano. Também hinduísta, foi construído no início do século 12.

Comentários: Fica próximo ao templo de Banteay Srei, então é uma boa combinação. Se não tiver muito tempo, não é indispensável.

 

Banteay Srei

É conhecido também como Templo das Mulheres, devido às esculturas detalhadamente ornamentadas. Pois é, também não entendemos bem a lógica quando lemos isso! Haha Então são duas versões: 1. O templo é tão lindo quanto à beleza das mulheres; 2. As esculturas foram feitas por mulheres, pois, supostamente, são minuciosas demais para a mão de um homem. Banteay Srei é quadrado e tem entradas leste e oeste. É possível visitar as bibliotecas e as torres centrais, maravilhosas!

Comentários: É diferente de todos os templos e rende fotos maravilhosas.  Além disso, é considerado por muitos a “joia da coroa” da arte Khmer. Ele foi construído com uma pedra de tom rosado que dereu uma tonalidade única ao templo. Na nossa opinião, é indispensável, mesmo sendo um pouco distante.

 

Banteay Kdei

É um antigo mosteiro budista com muitas estátuas de Buda escondidas na terra. Tem o estilo de arquitetura do Bayon, mas achamos parecido com o Ta Phrom, por ter raízes gigantes cortando a construção.

Comentários: É um templo pequeno, que não demanda muito tempo. Dá para combinar com o Ta Nei. No caso de ter pouco tempo, prefira o Ta Prohm.

Banteay Kdei

 

Ta Nei

É um pequeno templo budista construído no século 12. Está próximo ao Banteay Kdei e ao Ta Prohm.

Comentários: Achamos muito parecido com o templo anterior e a conservação dele, infelizmente, está péssima. Ainda assim, é muito fotogênico.

 Ta Nei

 

Ta Prohm ou Templo do Tomb Raider

Já sabe sobre qual templo estamos falando, né? Ele é um dos mais visitados por ter sido cenário do filme protagonizado pela Angelina Jolie, mas achamos que, mesmo se não tivesse sido gravado um filme por lá, ainda assim seria um destaque no complexo!

Comentário: Diferente da maioria dos outros templos, esse está praticamente do mesmo jeito que foi encontrado. Então dá aquela sensação de desbravador, sabe? Imaginar que os franceses encontraram a mesma coisa do que nossos olhos agora, no século 21, estão vendo. Exceto pelos chinas, que dão uma canseira para qualquer um conseguir tirar uma foto mais tranquila… Aqui o esquema é ter paciência e educação, para não atrapalhar as fotos alheias e não brigar com os photo bombers.  Vá, drible os chinas e seja feliz!

Ta Prohm

 

Phnom Bakheng

Esse templo foi construído por Yasovarman I, ou seja, entre 889-910. Mas não é isso que atrai multidões para lá todos os dias. Ele é o principal sunset point da região! Por isso, há um controle na subida do templo e são permitidas 300 pessoas ao mesmo tempo lá em cima. Ou seja, é preciso chegar cedo para garantir a entrada por lá. Geralmente, às 17h o lugar já está lotado.

Comentários: Nós subimos um pouco antes das 17h, mas fomos correndo pela trilha, cortando caminho de todo mundo. 😛 Para quem andou o dia inteiro, não é fraca a subida e lá embaixo eles oferecem a alternativa de subir de elefante, mas, por favor, nem cogite essa opção! São animais explorados e, visivelmente mal tratados. Um cenário muito triste! Lá em cima tem muuuita gente e não é fácil conseguir um lugar bacana para tirar fotos. Ah, o lugar é considerado sagrado, então fique atento às roupas exigidas! Para saber mais, clique aqui.

Phnom Bakheng

 

2º dia

 

Angkor Wat

Aí está o principal templo do Camboja, que ilustra a bandeira do país. É considerada a maior construção religiosa já construída e também um dos maiores tesouros do mundo. Foi desenvolvido como um templo hinduísta, no século 12, pelo rei Suryavarman II, mas anos mais tarde, convertido em templo budista. Multidões, incluindo nós dois, são atraídas pelo nascer do sol famoso, que aparece por trás das torres de lótus. O lugar é incrivelmente enorme, lindo e riquíssimo em história. Se não estiver com um guia, é imprescindível ler muito para aproveitar a visita da melhor forma.

Comentário: Sendo bem sincerões, o nascer do sol é uma experiência linda para quem gosta de presenciar esse espetáculo. Mas é extremamente desgastante. Chegamos às 5h e já tinha muita gente. Conseguimos um lugar ótimo e ficamos de boa, até começarem a chegar pessoas muito mal educadas que simplesmente iam abrindo seus tripés na nossa frente. Nossa sorte é que pelo menos um de nós é maior do que qualquer oriental que estava por lá hehehe

Dicas: Depois que o sol despontar, a maioria das pessoas vai tirar fotos e sair. Espere, logo abrirão espaços melhores para fotografar e o cenário ficará menos poluído! 😉 Geralmente as excursões voltam para os hotéis, para as pessoas tomarem café da manhã. Aproveite esse momento para fazer um lanche rápido e iniciar a visita ao Angkor Wat. Chegando lá, já vá para a fila para acessar a parte superior do templo. Outro momento que proporciona fotos mágicas é ao entardecer, quando a luz alaranjada reflete sobre a construção. Ah, não dê mole com as roupas. Esse lugar é considerado sagrado! Aqui falamos sobre o que vestir.

Angkor Wat

Angkor Wat

Angkor Wat

 

Angkor Thom

Foi a capital do Império Khmer entre os séculos 12 e 13. Aliás, seu nome em Khmer significa Grande Capital. O lugar é imenso e abriga diversos templos incríveis. Nós ficamos duas ou três horas por ali.

Comentários: No dia que programar a visita ao Angkor Thom, também fique atento às regras de vestimenta.

Angkor Thom

 

Baphuon

O guia Lonely Planet comenta que este templo é chamado por alguns como o maior quebra-cabeça do mundo. Isso porque, antes da guerra civil cambojana, o Baphuon foi cuidadosamente desmontado – peça por peça – por uma equipe de arqueólogos. Porém, os seus registros foram destruídos durante o regime do Khmer Vermelho. E aí, sobraram 300 mil peças para colocar no lugar, sem as devidas instruções. Contudo, depois de anos de minuciosas pesquisas, o templo já foi parcialmente restaurado.

Comentários: Adoramos esse templo. Para chegar lá, existe uma passarela elevada e é possível subir alguns níveis. Isso proporciona uma vista fantástica da região e transporta nossa imaginação para aquela época de glória do Império Khmer.

 Baphuon

 

Phimeanakas

Este é um pequeno templo utilizado ainda hoje para cerimônias budistas.

Comentários: Tivemos a sorte de estarmos lá durante uma cerimônia de oferendas aos monges, então não sabemos se é possível subir no templo.

phimeanakas

 

Terraço dos elefantes e Terraço do rei leproso

Esses terraços tinham importantes papeis sociais no Império Khmer. O primeiro, era o local no qual o rei costumava assistir à chegada do seu exército, a jogos e outras cerimônias. Lá, é possível ver esculturas impressionantes de elefantes, nagas, garudas, cavalos, leões, guerreiros e dançarinas. Já o terraço do rei leproso, é considerado um local para a cremação real. Mas sua fama é por conta de uma misteriosa escultura nua, que não se sabe ao certo se é de um rei, que talvez tivesse lepra, ou de algum deus hindu, ou, até mesmo Buda.

Comentários: Nesses locais vimos muitas crianças e mulheres em situação de absoluta miséria, pedindo esmolas. Os monges estavam distribuindo alimentos e dinheiros a elas, porém, para os turistas, a orientação é que não façamos o mesmo.

 

Bayon

No centro de Angkor Thom está o Bayon, para muitos (e para nós), a cereja do bolo da Grande Capital. São 54 torres, cada uma com quatro faces de Avalokiteshvara, o Buda da compaixão. É simplesmente demais! O templo também é finamente decorado com esculturas em baixo-relevo (mais de 11 mil figuras!) que retratam a vida na sociedade Khmer e da natureza que cerca a cidade.

Comentários: Sem dúvida, esse é um dos templos indispensáveis! O lugar é incrível e as faces de Buda são impressionantes. Mas no horário que fomos, por volta de meio dia, estava muito cheio. Como nós podemos ter acesso aos níveis superiores do templo e as galerias são um pouco estreitas, isso atrapalhou um pouco a visitação. Se puder, ir cedinho, antes das excursões, ou depois das 16h, sejam horários um pouco mais tranquilos.

 Bayon

Bayon
Quanta gente, quanta alegria! SQN 

Bayon

 

O complexo de Angkor é riquíssimo, por isso, existe um passaporte para visitação em até sete dias! Nós conseguimos aproveitar e aprender muito em dois dias e acreditamos que, para leigos, como nós, mais que isso fique um pouco cansativo e até repetitivo. Nosso segundo dia acabou por volta das 14h, pois começamos cedinho, com o nascer do sol. Por isso, conseguimos ainda aproveitar mais Siem Reap e até fazer uma aula de culinária!

 

Dicas:

  1. Pesquise, pesquise e pesquise. No post Dicas para explorar o complexo de Angkor, no Camboja nós passamos algumas informações preciosas para quem está montando o roteiro poder entender como funciona o complexo.
  2. Depois que visualizar as possibilidades de visitação, é importante analisar o tempo disponível, o meio de transporte utilizado e a forma que serão feitas as visitas (tour guiado, independente, grupo etc.).
  3. Uma dica boa para enriquecer a visitação é tentar mesclar templos de períodos diferentes, pois assim é possível aprender mais sofre a construção, os objetivos, a religião e a sociedade da época.
  4. Comece pelos templos menores e deixe os de maior expectativa para o final.
  5. Analise seu condicionamento físico e de seus companheiros de viagem. Se estiver com criança ou idosos, evite templos que exigem muita subida, por exemplo.

 

Se você está planejando conhecer Angkor, não deixe de ler nossos outros posts:

Ficou com alguma dúvida ou precisa de mais informações? Deixe um comentário aqui em baixo! 🙂

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