Dicas para explorar o complexo de Angkor, no Camboja

Quando decidimos que nossa próxima viagem seria para o Sudeste Asiático, uma coisa que já estava totalmente definida há muito tempo, era a ida ao complexo de templos de Angkor. Aliás, quando sonhávamos se algum dia conseguiríamos chegar por aquelas bandas, nós já olhávamos as fotos das ruínas em meio a natureza selvagem e ficávamos pensando se realmente era assim pessoalmente. Mas, como pode? É tudo infinitamente mais fantástico!

angkor_2

Já adiantamentos que esse texto vai ter muita exclamação, chavões e deslumbramento. Porque não tem como ser diferente ao falar das construções de um império tão grandioso. Nesse post, explicamos rapidamente sobre a origem e fim do Império Khmer, mas, vale repetir a informação de que Angkor foi a maior cidade do mundo por cerca de mil anos! Só perdendo o posto para Londres, no início da Revolução Industrial. Dá pra imaginar? Muito antes das Américas serem invadidas pelos europeus, o Sudeste Asiático já contava com uma das civilizações mais incríveis da história.

Angkor Wat é a construção mais famosa (símbolo do Camboja e está na bandeira do país), porém, o complexo tem muito mais coisas para visitar. Dê uma olhada no mapa abaixo, para entender:

Mapa de Angkor

 

Informações importantes

 

  • Quanto custa?

Existem 3 tipos de passes: US$20, para 1 dia; US$40, para 3 dias e  US$60, para 7 dias. Este Angkor Pass é vendido na estrada para Angkor Wat, na entrada principal. É necessário comparecer ao estande para tirar uma foto digital que vai impressa no passaporte e é obrigatório apresentar o documento ao entrar nos templos do complexo.

 

  • Como chegar?

Considerando que a maioria das pessoas fica em Siem Reap, uma das cidades mais turísticas do Camboja, as principais opções de transporte para chegar aos templos são:

– Aluguel de bike: É a opção mais em conta (US$2 a diária) e permite que se tenha mais liberdade no passeio. Ir de bike é indicado para quem tem tempo e disposição, já que Angkor Wat, por exemplo, está a 7-8km do centro de Siem Reap, mas Banteay Srei, a cerca de 30km.  É bom lembrar que o esforço não acaba ao chegar aos templos. Na maioria deles, é preciso andar e subir muito!

– Tuk-tuk: Esta já é a opção mais popular entre os viajantes.  É também bem acessível, principalmente se puder dividir o valor com alguém. Os motoristas de tuk-tuk estavam fechando as diárias em torno de US$20/25, em dez/2015. Funciona assim: combine o roteiro com o motorista e a duração do tour. Ele vai parando nos lugares e lhe espera do lado de fora. Terminando a visitação, é só procurar o motorista e seguir o roteiro.

Tuk-tuks a caminho de Angkor Thom
Tuk-tuks a caminho de Angkor Thom

– Guias: Geralmente contratar um passeio guiado é uma furada para quem gosta de viajar de forma independente. Mas em Angkor, é uma opção interessante se o orçamento puder bancar e, essa acabou sendo nossa extravagância no Camboja. Vantagens: O guia otimiza o tempo, consegue driblar as excursões e chegar nos horário mais vazios, dá dicas de pontos bacanas para fotos (tipo essa do início do post 😛 haha) e, o que faz toda a diferença: explica cada ponto da arquitetura e seus significados políticos e religiosos. No TripAdvisor existem resenhas de diversos guias e é um local seguro para pesquisar. Outra opção é pedir uma indicação para o hostel/hotel. Mais para frente vamos contar como foi nossa experiência.

 

  • Quanto tempo leva a visita?

Tudo depende do seu ritmo e do tempo disponível. No nosso caso, tínhamos apenas 3 noites em Siem Reap. No primeiro dia, fizemos um tour das 8h30 às 18h30. Já no segundo dia, começamos às 5h e terminarmos às 14h. Conseguimos ver as principais atrações e ainda alguns templos mais periféricos, além de termos participado de um pôr do sol e um nascer do sol, espetáculos que fazemos questão em nossas viagens.

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  • Roupas

Não podemos esquecer que, antes de ser um atrativo turístico para nós, os templos são sagrados para os cambojanos. Nos locais utilizados para cerimônias, é preciso observar as regras de vestimenta necessárias.

– Homens: Não são permitidas camisetas regatas e nem bermudas curtas. Teoricamente, nenhuma bermuda poderia ser aceita, mas vimos que as de comprimento abaixo dos joelhos estavam sendo permitidas.

– Mulheres: Mesmas regras, nada de ombros descobertos e vestidos, saias ou shorts curtos. Porém, para as mulheres, não vimos essa tolerância com os comprimentos. Estavam exigindo calças e vestidos ou saias longas. Também vimos mulheres que estavam disfarçando as blusas mais abertas com lenços e foram barradas para subir na parte mais alta de Angkor Wat, por exemplo.

Bayon
Nesse dia, sabíamos que entraríamos em locais considerados sagrados, então fomos preparados.

Dicas: 

  • Primeiro, leia nosso post com informações importantes antes de ir! 😉
  • Lembre-se sempre: Deus ajuda quem cedo madruga! A maioria das excursões parte às 9h para os templos, então saia cedo e ganhe algumas horinhas com um pouco mais de tranquilidade.
  • Use sapatos confortáveis e de fácil limpeza. Se você for no período chuvoso, ficará cheio de lama. Se for durante o período seco, sairá com os pés totalmente marrons, de pó.
  • Ande sempre com muita água. Todos os hotéis que nos hospedamos no Camboja e na Tailândia tinham o maravilhoso hábito de oferecer duas garrafinhas cortesias por dia e isso já ajudava na economia. Vá ao mercado e leve o quanto puder, para evitar comprar nas lanchonetes-pega-turista.
  • Se for contratar um tuk-tuk ou um guia, pechinche sempre. Os preços realmente baixam!
  • Guia Lonely Planet: Foi essencial para definirmos nosso esquema de visitação, sem dependermos totalmente das informações repassadas pelo guia.

Lonely Planet Cambodia

 

Como falamos antes, contratamos um guia fluente em português para visitar os templos de Angkor e agora vamos contar nossa experiência:

Ta Phrom
Nosso pequeno grande guia, Alex

Angkor foi o start da nossa viagem à Ásia e realmente queríamos, mais do que fazer pose para fotos, compreender a cultura, política e religião da época do Império Khmer. Encontramos o Alex no TripAdvisor e negociamos o serviço por e-mail. Funcionava assim: O Alex nos buscava no horário combinado em nosso hotel e ia dando suas explicações e contando histórias durante o trajeto. Esses momentos foram riquíssimos, pois aprendemos sobre o povo cambojano, tradições, política atual, mercado de trabalho, trânsito louco e várias curiosidades que não encontramos em nenhum blog ou guia impresso. Ele nos acompanhava na visita aos templos, explicava sobre seus simbolismos religiosos, contexto da época e como foi a construção. Depois, nos deixava à vontade para explorarmos e combinávamos um lugar e horário para nos encontrar e seguirmos com o roteiro.

O Alex é um cambojano que fala sete idiomas, mas além disso, estuda a cultura do país. Por exemplo, ele conhece nossos expoentes musicais, como Michel Teló e Gustavo Lima (hehehe) e várias gírias utilizadas por aqui. Então, além de enriquecedor, foi muito divertido estar com ele durante dois dias. Ah, e o mais engraçado é que ele gosta muito do sotaque carioca, então, é um cambojano puxando o “sh” no português.

Vantagens: Conhecimento extra adquirido, comodidade e praticidade.

Desvantagem: Preço em dólar. Até então, é o único guia fluente em português da região, então está podendo cobrar o quanto quer. Só que para nós, pobres ganhadores em Real, o serviço pesou no orçamento: US$210 para dois dias, incluindo carro com motorista e água gelada  (valor negociado em 2015).

 

Nos próximos posts vamos contar como foi nosso roteiro pelos templos e nossa estadia em Siem Reap!

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6 comentários sobre “Dicas para explorar o complexo de Angkor, no Camboja

  1. Gustavo

    Prezados, bom dia.

    Vou pra Siem Reap com minha esposa em julho e pretendo contratar o Alex. Tenho algumas dúvidas, se puderem me responder:

    1) o preço é negociável?
    2) os tickets de entrada estão inclusos?
    3) O nascer do sol é mesmo indispensável? (penso em uma multidão de turistas e me dá preguiça rsrs). Fizeram com o Alex ou por conta própria?

    Obrigado e parabens pelo blog!

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    1. Olá, Gustavo! Muito obrigado pelo seu comentário! Vamos lá:
      1. Como quase tudo no Camboja, nós negociamos o valor com o Alex, sim. 😉 De início, ele havia oferecido transfer do aeroporto, jantar/show e outras coisas que não tínhamos interesse, então conseguimos baixar o valor.
      2. Os tickets não estão inclusos. No primeiro dia do tour o guia nos levou lá para comprar.
      3. Então, é e não é, rs! Nós somos daquele tipo que atravessa uma cidade inteira pra pegar o melhor lugar pra ver nascer e pôr do sol, então, para nós, era indispensável. Poréém, decepcionou um pouco. O dia amanheceu nublado e o espetáculo não foi bem aquele das fotos que víamos. Sem falar que por conta da multidão, não é aquela paz toda que se espera para o momento. Mas é uma experiência inesquecível! Uma outra opção é estar em Angkor Wat no período do pôr do sol. Vi algumas fotos e a luz fica lindíssima sobre as ruínas. O mesmo para quem pega o pôr do sol no Ta Phrom (Tomb Raider).
      3.b. O Alex nos buscou cedinho e nos levou. No dia anterior avisamos o hotel que sairíamos cedo e nos preparam uma caixinha com o café da manhã para levarmos.

      Estamos preparando um post sobre nosso roteiro sobre os templos, então logo teremos mais informações por aqui! 🙂 Se quiser, pode assinar nosso blog aqui à direita ou curtir nossa página no Facebook.

      Se tiver mais alguma dúvida, fique à vontade! Abraços

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  2. Quésede

    Sério que vcs encontraram um cambojano que fala português?
    Moramos aqui e estamos com muita dificuldade de encontrar um professor de khmer (mesmo sendo inglês/khmer), será que o Alex tbm ensina khmer? Se sim, vcs ainda tem o contato dele?

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