Camboja: 7 coisas que você precisa saber antes de ir

Culinária fantástica, construções incríveis, natureza paradisíaca, cultura apaixonante e população amistosa e acolhedora! O Camboja é um dos carimbos mais desejados no passaporte daqueles que gostam de história e destinos exóticos, porém, também é um lugar dos sonhos para quem tem um orçamento mais enxuto (hello!).

Angkor Thom

Estivemos por lá em dezembro de 2015, exclusivamente para conhecer Siem Reap e os templos da região. Veja abaixo algumas informações importantes para quem está planejando ir para lá, mas precisa de dicas para um pontapé inicial:

 

  1. Histórico político do país

Para visitar o Camboja, antes de tudo, é necessário tirar as lentes cor de rosa que talvez utilizemos ao viajar e colocar as da empatia e da humildade, no lugar. É fundamental compreender, pelo menos, dois períodos históricos que o país viveu para que a visita seja realmente uma experiência rica e transformadora, para ambos os lados.

  • Império Khmer (Séculos VIII – XIII)

Durante seis séculos o Camboja viveu seu período de glória quando era parte do Império Khmer. A capital, Angkor, foi a maior do mundo por quase mil anos. Seu apogeu foi no século 13, quando dominou todo o Camboja, Mianmar, parte do Laos e boa parte da península da Malásia. Ou seja, constituíram uma megalópole que equivalia ao tamanho de Nova York + São Paulo. Os templos da região de Siem Reap foram construídos nesse período, sendo Angkor Wat (séc. 12) e Angkor Thom as principais e mais representativas construções. Em 1413, em decorrência de má organização política e frequentes saques e invasões, principalmente dos siameses (tailandeses), o reino foi perdendo sua força e sendo abandonado em meio a selva. Atualmente, cerca de 90% dos cambojanos descendem do povo Khmer, por isso fala-se sobre culinária Khmer, massagem Khmer etc.

  • Khmer Vermelho / genocídio cambojano (1975 – 1979)

Após cinco anos de guerra civil, em 1975 o partido conhecido como Khmer Vermelho assumiu o governo do país, com o objetivo de aplicar uma engenharia social, na qual o Camboja começaria praticamente do “zero”. Toda a população urbana precisou migrar para os campos e trabalhar em fazendas coletivas ou em projetos de trabalho forçado. Sob a liderença de Pol Pot, o Khmer Vermelho considerava os camponeses como sendo o único proletariado e os verdadeiros representantes da classe trabalhadora. Dessa forma, abriram perseguição a qualquer pessoa suspeita de envolvimento em atividades de livre mercado.  Foram assassinadas entre 1,7 e 2 milhões de pessoas (cerca de 25% da população, na época), principalmente intelectuais, professores, líderes cristãos e muçulmanos, vietnamitas, policias e militares. O regime terminou quando, em 1979, o Vietnã invadiu o Camboja com o intuito de acabar com as disputas por fronteiras. Pol Pot foi deposto e os vietnamitas instalaram um governo provisório.

Boa parte da população cambojana teve amigos ou familiares que morreram durante a guerra civil ou foram assassinados neste período de terror. Lentamente, o Camboja se recompõe, ainda com um governo extremamente corrupto e um abismo social enorme em relação à distribuição de renda. Contudo, os turistas não precisam se preocupar com a segurança. Não é comum a violência que há aqui no Brasil, como assaltos a mão armada e outros crimes violentos. Além disso, apesar de tanto sofrimento, os cambojanos são alegres e muito hospitaleiros

 

  1. Quando ir?

É importante lembrar que o Camboja está localizado no Sudeste Asiático. Ou seja, sofre a influência das monções e pode ter seu clima dividido em duas temporadas: seca e chuvosa.

Maio a outubro: Estação chuvosa e úmida, não muito recomendada.

Novembro a abril: Estação seca, porém, gostaríamos de fazer duas considerações pessoais:

  • Nosso guia nos templos nos disse que em março e abril as temperaturas ficam altíssimas e suportáveis apenas para quem já é acostumado com algo em torno de 29ºC a 38ºC.
  • Nós não iríamos para lá no período do Ano Novo Chinês (geralmente em janeiro ou fevereiro). Não entendeu? Bom, vamos lá. O turista-padrão chinês gosta muito de excursões grandes (tipo 30 pessoas) e durante o ano novo, eles costumam viajar. Por isso, nessa época, transformam diversos países do mundo em verdadeiros formigueiros, com destaque para os países asiáticos. Além da grande quantidade de pessoas, quem já encontrou essa galera por aí sabe, o o jeitinho chinês de turistar é, digamos assim, diferenciado! Hehe 😛

Nós fomos em dezembro e o clima estava ótimo! Durante o dia, um calor muito tranquilo e, à noite, temperatura bem fresquinha.

Angkor Wat

  1. Fuso-horário

+ 10h (Brasília).

 

  1. Qual dinheiro levar?

A moeda oficial do país é o Riel (KHR), mas para o turismo em Siem Reap, o dólar é quem comanda. Ele é aceito amplamente por lá e mais, o valor de tudo já está em dólar. Porém, praticamente não vimos estabelecimentos que passassem cartão de crédito.

No Camboja tudo é muito barato, então leve dólar e tente trocar por notas menores. Em alguns trocos de centavos, pode ser que você receba em Riel. Uma dica é guardar como souvenir. 🙂

dinheiro_do_camboja

 

  1. Quanto custam as coisas no Camboja?

Para nós, brasileiros, em tempos de dólar a R$4 reais, pode parecer não muito vantajoso, mas olhe, ainda assim é mais barato do que as coisas por aqui. Quando fomos, nós ainda havíamos conseguido comprar o dólar na casa dos R$2 e pouco, então imagine nossa felicidade ao perceber que:

Amok Fish

Refeições em bons restaurantes: US$3 a US$4 por pessoa.

Lata de Coca Cola: Menos de US$1.

Cerveja local: US$0,50 a US$0,75.

Panqueca frita de Nutella: US$1

30 min de massagem nos pés com produtos orgânicos: US$4.

Camisetas: US$ 3 a US$4

Transfer do aeroporto de Siem Reap até o centrinho: US$5, de Tuk Tuk; US$7, de taxi com ar condicionado.

3 horas de aula de culinária Khmer, com jantar: US$14

Ticket para 2-3 dias no complexo de templos: US$40, por pessoa (cabô-se a economia haha 😛 )

angok_ticket

 

  1. Visto para entrar no Camboja

Se você não for do Laos, Malaysia, Filipinas, Singapura, Vietnã, Tailândia ou Indonésia, precisa tirar o visto para entrar no país. Mas sem crise, o visto é praticamente uma taxa de visitação.

Existem duas formas: tirá-lo nos aeroportos e nas fronteiras, para quem vem por terra (mas as histórias de subornos e stress de quem fez dessa forma são frequentes. A Carol, do Mochilão Trips, conta aqui como foi o processo dela), ou solicitar pela internet, que foi o nosso caso.

Lógico, tudo tem um preço e tivemos que pagar a mais por isso. Basta acessar o site do e-Visa, enviar as informações solicitadas e uma foto 3×4. Depois, pagar com cartão de crédito o visto (US$30), mais uma taxa de processamento (US$7). Se tudo correr bem, em até três dias úteis o arquivo com o visto chega por e-mail. Basta imprimir duas vias e apresentar no momento da chegada.

cambodia_visa

 

  1. Mas, como chegar ao Camboja?

Não existem voos diretos do Brasil e, com certeza, você terá que fazer um pinga-pinga cansativo até chegar lá. A maioria das companhias faz conexão em Bangkok, que é um dos principais hubs asiáticos.

O que nós fizemos:

– Na Ásia existem diversas operadoras low costs, que são companhias aéreas com passagens a preços mais em conta e que operam, geralmente, trechos menores. Assim, focamos nossa busca por passagens Brasil – Bangkok, porque dali poderíamos pegar o trecho para o Camboja separado, por um preço mais em conta.

– Monitoramos por meses as passagens em sites de comparação, como o Kayak e Skyscanner.

– Fomos com a Etihad (ahhh se toda classe econômica fosse como a deles!) com o seguinte itinerário: São Paulo – Abu Dhabi – Bangkok. Só nesse trecho, foram cerca de 24h de viagem. Chegando em BKK, ainda encaramos 6h de conexão e, de lá, fomos direto para Siem Reap, no Camboja, de Cambodia Angkor Air, com um aviãozinho que nos lembrou os soviéticos que voamos em Cuba.

 

Nos próximos posts vamos contar como foi nossa passagem em Siem Reap, o que fizemos por lá, nosso roteiro pelos templos e passar dicas importantes para quem pretende conhecer esse lugar fantástico!

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